terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

PASSEIO "ANFÍBIO" DO MOTO CLUBE DO PORTO LÁ PARA OS LADOS DO VOUGA



Caravana gigante e alegre no Passeio MC Porto-PROestima
24-01-2010

Sol, pontualidade, Vouga e comboios deliciam mototuristas

Grande passeata, simples, ensolarada e atractiva, foi memorável para os 96 mototuristas que a percorreram neste domingo 24 de Janeiro de 2010 até Macinhata do Vouga, para aí descobrirem os segredos da Secção Museológica dedicada aos caminhos de ferro que a Câmara Municipal de Águeda montou na Linha do Vouga.



A caravana metia respeito. 96 pessoas em 60 motos e três carros colocava os organizadores em sentido, pois a sua extensão e tamanho obrigava a cuidados redobrados.
Mas os sócios do MC Porto estão cada vez melhores.
Apesar de muita juventude e caras novas – o que é tão bom – a pontualidade e disciplina foi uma constante nos 200 km de percurso, ora na A29, ora nas nacionais, municipais e ecopista da Murtosa. Simplesmente impecável. Passamos aos pontos de passagem ao minuto! Isto num ritmo folgado, delicioso e que nos permitia tirar partido de cada moliceiro, bateira, meandro de ria, corvo-marinho ou garça-boieira.



União e gozo na ria de Aveiro

Bem cedo, os motociclistas começaram a chegar à sede, alguns antes da hora. Até agradecemos. Distribuiram-se mapas e road-books (é sempre bom os participantes terem melhor noção por onde andam apesar de irmos uns atrás dos outros), tomou-se a cafezada, ofereceu-se um cordão MCP a cada um e investiu-se numa boa brifalhada para evitar cortes no pelotão.
Bem dispostos e com um sol que sabia pela vida, a caravana pôs-se em marcha, silenciosa e muito diversificada.
Num ápice rolava a sul, na gratuita A29 até sair para o Furadouro. Partilhando a estrada com centenas de ciclistas (não é exagero), a comitiva gozou o primeiro braço da ria de Aveiro, até à ponte da Varela.
E aí, ainda se conseguiu melhorar mais. A estrada que bordeja a ria está transformada em “percurso misto” onde só se pode rolar a 30 km/h. Que bom. Assim pode-se dizer bom dia aos pescadores, apreciar borrelhos e pilritos e até talvez um maçarico.
Maçaricos não eram os condutores da caravana. Coesos e impecáveis, deixavam um rasto de luzinhas sem fim. Ao longo da ria, as motos esticavam-se por um quilómetro de curvas. Impressionante.
E veio o melhor: a ligação entre prados da Béstida a Pardelhas. A estradinha de paralelo faz ângulos de 90 graus no meio da erva pelo que a caravana aprecia-se a si própria. E a estrada estava alagada com piscinas de 20 cm de altura de água de quando a quando. Óptimo para a foto e divertido para nós. Uma moca!



Havemos de voltar a Pardelhas

Pontualmente as motos estacionaram no cais de Pardelhas onde um esteiro leva os barcos há muitas décadas e onde um centro ambiental foi inaugurado há 24 horas. Este deixou-nos com ideias para outros eventos. Tem 20 bicicletas para alugar...



A Tasca O Farol, do hospitaleiro Sr. Manuel, foi o alvo dos amantes de café. É uma casa típica e onde o MC Porto já foi muitas vezes.
O sol enchia as almas e as conversas desfiaram junto às motos e barquinhos. Tirou-se a primeira foto de grupo precisamente com estes a embelezar.



Há que voltar à estrada... não pavimentada. Mas talvez a melhor. Foi por uma ecopista que saímos de Pardelhas rumo ao Cais do Bico. Muito, muito bom!
Rolamos a 5 km/h junto aos moliceiros, saboreamos a paisagem, de grande qualidade.
E depois tivemos que seguir para o restaurante, pois havia o compromisso de chegar cedo.
Murtosa e Estarreja, ambas por fora e mais um pouco de A29 colocou-nos em Angeja num tiro. E a caravana sempre unida! Espectacular!



Há quem tome o pequeno-almoço mais tarde

Chegamos ao restaurante às 11.40h e ao meio-dia já tinhamos deitado a sopa abaixo.
Cerca de 20 elementos da comitiva (os últimos a inscreverem-se) viram-se obrigados a sentarem-se noutro restaurante, perto, conforme combinado, pois não havia hipótese de estarmos todos juntos. Mas pouco depois todos os 96 elementos giboiavam em convívio no parque diante do Vouga na vila de Angeja.
Foi quase uma hora ao sol ou à sombra das árvores. Uns dormiam a sesta, outros passaram a ponte de servidão agrícola e exploraram campos e caminhos, outros combinaram mais passeios e outros sabe-se lá o quê que não cuscamos as conversas todas.



Mais Vouga depois do ripanço

Chegaram as 14h e as motos ligaram motores. Havia mais para saborear. O Vouga continua imenso e a invadir campos e a estrada tem troços que o serpenteia, por S. João de Loure. O MC Porto conhece alguns estradões agrícolas muito engraçados aí, mas achamos que não valia a pena complicar a vida aos menos habituados.
E assim, na Paz do Senhor, as motos foram avançando pelos prados de Alquerubim, Trofa, Lamas do Vouga e Valongo do Vouga. O rio que dá o nome às povoações do vale, sempre presente, ora pois. E tão bonito. Imenso, a reluzir sob um sol de Janeiro radiante e que já fazia falta.



Todos no trofafafe

E à hora marcada, lá estavam as motos a encher o parque de estacionamento do apeadeiro de Macinhata do Vouga, onde se encontra a dita Secção Museológica da Câmara Municipal de Águeda. O prestável Sr Ribeiro ciceroneou-nos ao longo de locomotivas a automotoras.
Com alegria, contentamento e até brilho nos olhos, foi contando pormenores. Que um maquinista primeiro tinha de ser fogueiro numa das várias locomotivas a vapor, centenárias. Com 55 toneladas, estes monstros puxavam ronceiras as composições das linhas do Vouga, Tua e outras.
As carruagens divertiram os motociclistas. De bancos de madeira e estilo faroeste, foram cenário para muitas fotos. Havia pequenas automotoras que pareciam carrinhas ou camionetas velhinhas sobre carris. Um divertimento. Claro que a esmagadora maioria dos 96 não conseguia chegar às explicações do Sr. Ribeiro. Mas foi bem divertido.



Estavamos em Macinhata do Vouga, localidade que juntamente com o patrocinador PROestima dava o nome a esta primeira passeata do MC Porto.
A foto de grupo era obrigatória e diante da locomotiva exterior tirou-se o último retrato de família.



Aproveitou-se para o agradecimento final, pois os participantes estavam de parabéns! Um luxo, esta malta!



Regressamos pelas curiosas pontes sobre o Vouga em Sernadas (que coloca trânsito rodoviário e ferroviário sobre o mesmo chão) e a metálica sobre o Caima.
Daí entramos na A25 e a história acaba.



Fotos com fartura

E agora apreciem muitas fotos – e bonitas – de TODOS os condutores a rolar pelos campos da Béstida, na Ecopista da Murtosa e nos prados de Alquerubim e até na ponte sobre o Caima. Obrigado, Nuno Paparazzi!

Agradecemos também ao Zezé Santos que nos enviou o link do seu albúm. O Zezé é grande retratista. Tem fotos engraçadas da malta nos momentos de convívio em Pardelhas, Anjega e Macinhata:

http://picasaweb.google.pt/jmanuelsantos/PasseioMCPMacinhataDoVouga#

Anexamos também o link que o Eduardo Borges nos mandou com a rota do passeio no Google Maps. Obrigado, Eduardo:

http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=706211

Posted by Nestov
Headline by crazy Afonsov

domingo, 31 de janeiro de 2010

MOTO CLUBE DO PORTO "A" PASSA AOS QUARTOS-DE-FINAL DA TAÇA AXP, POR EQUIPAS

Realizou-se no Sábado a 4ª ronda da Taça da AXP, de xadrez, por equipas.



Esta prova iniciou-se com 30 equipas, estando esta 4ª ronda sómente com 15 equipas. A equipa do GD Dias Ferreira "A" ficou isenta.



O Moto Clube do Porto ainda tinha em prova as suas equipas A e B.



Ambas receberam em casa, duas outras formações do Grupo de Xadrez do Porto. Foram elas a equipa A e D, desta agremiação, que é o clube de xadrez mais antigo da península Ibérica.

No jogo em que a equipa do Moto Clube do Porto "A" recebia a equipa do Grupo de Xadrez do Porto "D", a balança pendia claramente para a equipa dos motociclistas, que facilmente desenvencilhou da equipa adversária, tendo vencido nos três primeiros tabuleiros, e, averbando um empate no quarto.

MOTO CLUBE DO PORTO "A" 3,5 - 0,5 GRUPO DE XADREZ DO PORTO "D"
José Padeiro 1 - 0 José Lopes
Carlos Carneiro 1 - 0 Adelino Botelho
Fábio Barbosa 1 - 0 José Costa
Luís Araújo 0,5 - 0,5 José Guimarães


Já no outro jogo, o favoritismo ia todo para a equipa de Passos Manuel, dada a grande diferença de valores entre as duas equipas. À quinze dias atrás, estas duas equipas, exactamente com os mesmos jogadores, se defrontaram para a Taça de Portugal, tendo vencido a equipa do GX do Porto pela marca máxima. Desta feita os motociclistas amenizaram a derrota, que no entanto foi clara, como se esperava.

MOTO CLUBE DO PORTO "B" 0,5 - 3,5 GRUPO DE XADREZ DO PORTO "A"
Rui Curado Gonçalves 0 - 1 António Silva
Nuno Messeder Ferreira 0 - 1 Fernando Cleto
António Mendes 0 - 1 Sandro Fernandes
Afonso Duarte 0,5 - 0,5 José Moreira


RESULTADOS DA 4ª RONDA:
1 GX do Porto C o,5 - 3,5 GD Dias Ferreira C
2 GX do Porto B 4 - 0 Associação Clube de Jazz A
3 NX de Santo Tirso B 0 - 4 AX de Gaia A
4 GD Dias Ferreira F ? - ? GD Dias Ferreira B
5 Moto Clube Porto A 3,5 - 0,5 GX do Porto D
6 Moto Clube Porto B 0,5 - 3,5 GX do Porto A
7 Clube Millennium bcp 1, 5 - 2,5 Profigaia Chess
8 GD Dias Ferreira A - Isento



Posted by Afonsov

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

4ª JORNADA DA TAÇA DA AXP, POR EQUIPAS

No próximo Sábado, às 15:00 horas, disputar-se-à a 4 eliminatória da Taça da AXP, por equipas.

Nesta eliminatória ficará isenta a equipa do GD Dias Ferreira A.

Na eliminatória seguinte já se jogarão os quartos-de-final desta prova.

O Moto Clube do Porto ainda se mantém em prova, com as suas equipas A e B.

O sorteio ditou que ambas joguem em casa, contra duas equipas do Grupo de Xadrez do Porto.


EMPARCEIRAMENTO PARA A 4ª ELIMINATÓRIA:
1 GX do Porto C - GD Dias Ferreira C
2 GX do Porto B - Associação Clube de Jazz A
3 NX de Santo Tirso B - AX de Gaia A
4 GD Dias Ferreira F - GD Dias Ferreira B
5 Moto Clube Porto A - GX do Porto D
6 Moto Clube Porto B - GX do Porto A
7 Clube Millennium bcp - Profigaia Chess
8 GD Dias Ferreira A - Isento

Posted by Afonsov

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ACR VALE DE CAMBRA CAMPEÃO NACIONAL DE SEMI-RÁPIDAS, POR EQUIPAS

Realizou-se no passado Domingo, o Campeonato Nacional de Xadrez, de partidas semi-rápidas (30 minutos/jogador), por equipas, José Vareda.

A prova foi realizada, como habitualmente, no Pavilhão do Sport Operário Marinhense, que mais uma vez chamou a si, a responsabilidade desta prova.

A arbitragem esteve a cargo do árbitro internacional, Carlos Dias.

Disputaram estes campeonatos 46 equipas, em representação de 35 clubes. Este todo o país representado de Norte a Sul, e, Ilhas.

De todas as equipas presentes, resaltava o poderio de duas delas. O ACR Vale de Cambra, e, a Academia de Xadrez de Gaia. Eram as únicas equipas que apresentavam um "quatro" de todos os jogadores titulados. A média do ranking destas duas equipas ultrapassava os 2400 pontos ELO. As equipas seguintes, ultrapassavam somente 2100 pontos de ELO.

Assim vislumbra-se uma disputa essencialmente entre estas duas equipas, sendo algumas das restantes simples "outsiders" à espera de um "milagre", que na realidade não aconteceu.

Como a prova se disputou em sistema suisso, de 7 jornadas, na terceira ronda as duas equipas favoritas viram-se frente-a-frente, tendo dominado a equipa de Vale de Cambra. Daí para a frente foi só gerir a vantagem.

A equipa A do Moto Clube do Porto, obteve um bom sexto lugar, enquando a equipa B, não foi além do vigésimo sétimo.



CLASSIFICAÇÃO FINAL:
Jog. + = - Pts.
1. ACR Vale de Cambra I 7 6 1 0 24
2. AX Gaia 7 5 1 1 21
3. GX Alekhine I 7 4 2 1 19 ½
4. Santoantoniense FC 7 5 0 2 18 ½
5. Amiguinhos MAS 7 4 2 1 18
6. Moto Clube do Porto I 7 5 0 2 17 ½
7. AC Luís de Camões I 7 3 2 2 17 ½
8. GDRC Bonfim I 7 4 2 1 17 ½
9. GD Dias Ferreira 7 4 1 2 17
10. ACR Vale de Cambra II 7 5 0 2 17
11. CX Moita 7 3 2 2 16 ½
12. Clube TAP 7 3 3 1 16 ½
13. GD Carris II 7 3 1 3 16
14. AA Coimbra 7 4 2 1 15 ½
15. Quinta Marques da Costa I 7 3 3 1 15
16. NX Faro 7 1 6 0 15
17. Peões de Alverca 7 2 2 3 15
18. GD Carris I 7 3 2 2 15
19. AEJ S. João da Madeira 7 4 0 3 14 ½
20. Clube EDP 7 2 3 2 14 ½
21. AA Amadora 7 3 1 3 14 ½
22. CRD Cavaquinhas 7 2 3 2 14
23. CX Montemor-o-Velho 7 3 2 2 14
24. Assembleia Figueirense 7 2 3 2 14
25. GX Alekhine II 7 3 1 3 14
26. SO Marinhense I 7 3 0 4 14
27. Moto Clube do Porto II 7 3 1 3 14
28. Clube dos Galitos I 7 2 2 3 13 ½
29. EB2,3 João de Meira I 7 2 0 5 13
30. Clube dos Galitos II 7 2 2 3 13
31. GX Torres Novas 7 2 2 3 12 ½
32. CX Pedro Hispano - Soure 7 1 2 4 12 ½
33. CX Sintra I 7 3 0 4 12
34. Quinta Marques da Costa II 7 2 2 3 12
35. AC Luís de Camões II 7 3 1 3 12
36. AAU Açores 7 3 0 4 12
37. AX Benedita 7 2 1 4 11 ½
38. CN Moitense II 7 2 1 4 11
39. SO Marinhense 7 3 1 3 11
40. Glória FC 7 2 1 4 10 ½
41. CX Sintra II 7 1 1 5 10 ½
42. AEFCR Penichense I 7 2 0 5 10
43. AEFCR Penichense II 7 3 0 4 10
44. SF Benfica 7 2 0 5 10
45. AM 1º Junho 1983 7 1 0 6 6 ½
46. EB2,3 João de Meira II 7 0 0 7 1

Posted by Afonsov

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

CANTAR AS JANEIRAS NA SEDE DO MOTO CLUBE DO PORTO


Janeiras de Alfena enchem sede do MC Porto

22-01-2010

Centena de convivas apinharam a nossa casa

Conforme prometido, os Motards de Alfena voltaram a invadir alegremente o MC Porto.
De cavaquinho em punho e gargantas afinadas cantaram até que a voz lhes doesse na 6ª feira, 22 de Janeiro, perante uma sede extremamente bem composta. Nem coubemos todos lá dentro.
Uma centena de pessoas passou por Aurélia de Sousa para conviver, cantar e ouvir. E para jantar também, que a noitada começou pelas 20 horas com jantar de multa. E foi muita a petisquice trazida pelas sócias e sócios.
Claro que o ambiente começou a animar e pelas 22h, quando a trupe – eram muitos... – alfenense arribou ao MC Porto já os espíritos estavam animados e dispostos para a cantoria.
Os cantantes e tocadores dos Motards de Alfena e Filhos da Pauta conseguiram tocar as quatro primeiras a seco. Até que finalmente molharam o bico. Seguiram-se mais umas poucas e toca a encher o copo. E venham mais umas músicas populares. Havia malta do MC Porto que já ajudava ao coro, outros que se mantinham nas cavaqueiras costumeiras.
Uma t-shirt do clube rodou às escondidas pela sede para que todos os presentes a assinassem.
Assim, os amigos da vila onde o rio Leça corre no concelho de Valongo levaram uma recordação da nossa humilde casa e acolhimento.

Muito Obrigado!
E ainda aproveitaram para nos convidar para a inauguração da sua nova sede, já a 30 de Janeiro.

Obrigado a todos os presentes nesta noitada de tanto calor humano no clube.
Fotos em breve.


Passeio a Macinhata – PROestima pelas costuras

O Passeio a Macinhata do Vouga – Proestima está mais que esgotado.
Quem nos dera poder dizer sim a todos mas o restaurante não tem condições para aceitar mais ninguém. A caravana está enorme e quem ainda se está a inscrever é para almoçar em restaurante a 800 metros. De resto andarão sempre connosco, na passeata e visita ao Museu Ferroviário.





Foto: Os três estarolas.
Posted by Nestov

OSVALDO GARCIA, MAIS UM AVENTUREIRO DO MOTO CLUBE DO PORTO À CONQUISTA DE ÁFRICA




Osvaldo Garcia vai atravessar África sozinho em AJP
21-01-2010

Sócio 9 do MCP será o adepto da selecção mais aventureiro

O motociclista mais multifacetado que conhecemos no MC Porto e Portugal – já competiu nas modalidades todas à excepção de motos de neve e pouco mais – Osvaldo Garcia, surpreende-nos uma vez mais e desta vez com um projecto solitário, aventureiro e muito corajoso:
Vai atravessar todo o continente africano, de Marrocos à África do Sul, só, numa AJP (única moto de fabrico português) de modo a chegar a tempo de assistir ao jogo inaugural da nossa selecção de futebol no Mundial!

Incrível, não é?O Osvaldo, nosso sócio nº 9 e organizador de várias provas de Campeonato do Mundo de Trial para o clube há cerca de 10 anos, está actualmente em grande forma. Os seus 50 e poucos anos não lhe pesam. O facto de ter sido avô há pouco também não e só quer é começar a ensinar ao neto como se conduz uma moto.
Não esqueçamos que a “Dinastia Garcia” começou no seu pai, José Garcia (sócio 2 MCP) que era piloto de velocidade em moto em Moçambique.
Com o pai, sua mãe e o irmão Jorge (todos sócios do MC Porto), Osvaldo inseria-se numa família que dava nas vistas pois todos os anos iam a Jarama ver os “GP de Portugal” em 4 motos...
André Garcia, filho de Osvaldo, tem o nome no Guinness Book of Records por ser o homem com mais títulos nacionais consecutivos do Mundo (no nosso nacional de trial)...


Rijo, rijo, rijo

Após esta breve apresentação, podemos referir ainda que o Osvaldo é participante habitual do Lés-a-Lés. Mas nunca numa moto “normal”. De Monkey, ciclomotor Luzeiro, Yamaha 50 ou side chinês já chegou ao palanque final na ponta da unha. Mas feito mesmo foi levar uma espécie de Solex a pedal na 8ª edição de Barcelos à Quarteira!

Com esta fibra, conhecimentos de mecânica e gosto por África (a juventude foi vivida em Moçambique) temos a certeza de que o Osvaldo vai conseguir estar na bancada a puxar pela equipa das quinas!

A moto escolhida é o modelo hoje lançado em Lisboa, um modelo de 200 cc e chamada de “Xutos & Pontapés” na presença da banda completa e do construtor António Pinto que tem sede em Penafiel e fábrica em Lousada. Para além da pintura traz uma pen com todas as músicas da banda e outros brindes.

A partida da aventura acontecerá a 4 de Abril em Lousada e o Osvaldo pode contar com o apoio do MC Porto!

Transcrevemos de seguida a notícia publicada em O Jogo On Line.


Osvaldo Garcia vai viajar por 16 países numa AJP Xutos & Pontapés

O motociclista Osvaldo Garcia vai fazer a travessia de 16 países numa moto AJP Xutos & Pontapés, lançada hoje no mercado, e saudar a selecção nacional no seu primeiro jogo em África do Sul, no campeonato do mundo da modalidade.

Com partida marcada para 4 de Abril, em Lousada, o motociclista propõe-se percorrer mais de 20 mil quilómetros através de Espanha, Marrocos (Sahara Ocidental incluído), Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Benin, Nigéria, Camarões, Gabão, Congo-Brazzaville, República Democrática do Congo, Angola, Zâmbia e Moçambique.

A chegada a África do Sul está prevista para 15 de Junho e dará por cumpridos três objectivos: apoiar a selecção portuguesa no seu primeiro jogo no campeonato; demonstrar o potencial das motos produzidas pela AJP, que é a única fabricante de motociclos em Portugal; e “realizar o sonho antigo de uma viagem destas”, na altura em que Osvaldo Garcia tem “disponibilidade e patrocinadores” para o efeito.

Receio quanto aos riscos da viagem em territórios nem sempre pacíficos, o motociclista não tem.
Osvaldo Garcia diz que não está muito preocupado com questões de segurança “porque as coisas más, a acontecerem, tanto se dão em África como em Portugal, sobretudo numa altura destas, em que há tanta gente numa situação difícil devido ao desemprego”.
“Preocupa-me mais o estado do meu estômago, por causa do que vou ter que comer e da água que vou beber”, confessa Osvaldo Garcia.
“Não tenho muitas defesas físicas e em países mais estranhos, como o Egipto e a Tailândia, dei-me sempre mal com a comida. Numa viagem destas, sozinho, pode ser ainda mais complicado”.
Transportar alimentação própria não é uma opção muito viável.

António Pinto, fundador da AJP Motos S.A, está a adaptar a versão dos Xutos da PR4 de 200 centímetros cúbicos para as exigências da viagem, no que prevê a instalação de duas malas na moto, mas adianta que a prioridade será o transporte de uma tenda para as noites em que Osvaldo Garcia não terá onde dormir.
“A moto também vai ficar equipada com depósitos suplementares de combustível”, acrescenta o empresário.
“A autonomia normal é de 150 quilómetros, mas queremos que o Osvaldo tenha combustível para 600, porque, em certos percursos da viagem, ele não vai ter sítio nenhum onde abastecer”, diz.
O motociclista admite que também queria conduzir a moto na viagem de regresso, mas esclarece: “O [António] Pinto não me deixa. Diz que é para meter a mota no avião e vir com ela directo para cá”.

Tim, o vocalista dos Xutos & Pontapés, mostrou-se entusiasmado com o projecto: “Contaram-me quando estávamos a gravar os filmes de promoção às motas e achei muito engraçado”.


Janeiras e Comboios

Não esqueçam que esta 6ª feira, 22 de Janeiro, o clube estará em festa a partir das 20h com jantarada e nova incursão folclórica do MC Alfena.
Traz a tua multa (salgados, doces, vinhos, o que quiserem) e muita animação!

Domingo vamos em enorme caravana até Macinhata do Vouga passear pela ria de Aveiro e conhecer um interessante museu ferroviário.
Notícias detalhadas ao lado.






FOTOS SELECIONADAS, COM PARTICIPAÇÃO DO OSVALDO GARCIA:



Posted by Nestov

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

MOTOCICLISTAS DO MOTO CLUBE DO PORTO, SÃO VERDADEIROS HOMENS DE BARBA RIJA



“Pinguins” na 1ª pessoa 12-01-2010

Sócios relatam fim-de-semana gélido em Espanha

Não há nada como eliminar intermediários. Até nos Pinguins. Resumindo, passamos a pena a alguns dos bravos sócios do MC Porto que rumaram à 29ª Concentração Internacional (e invernal) dos Pinguins, em Puente Duero, junto à espanhola Valladolid.

Em primeiro, o bastião do clube!

Mulheres valentes, sócios tenazes e acampamento no pinhal. Assim é que é! Vivam o Noddy e Cátia, o Cristiano e Filipa mais o Ernesto Rodrigues: Passamos-lhes a palavra:



A manhã de sexta-feira acordou fria e prometia uns Pinguins com as temperaturas abaixo do ponto de congelação.
Às 9 horas, hora da partida, só o Ernesto Brochado estava à porta do clube e perguntava-se onde andariam os “Pinguineros”. Estes ainda estavam por casa a tentar amarrar as tendas às motas. Uma vez que não havia mais sócios para se juntarem à caravana deciciu-se fazer a partida de Gaia.
Pontualississimamente atrasados lá partiram em “caravana” às 10 horas. Com apenas 30 minutos para chegar à área de serviço do Alvão onde o Zé Ernesto e a sua CBR 1100 XX estavam a chegar, a caravana liderada pelo Cristiano na sua BMW 1150 RT com a Filipa à pendura e com o Hélio e a Cátia na sua Varadero a lutar contra parafusos a desapertar e alforges a levantar voo, rolou de forma rápida e decidida chegando ao Alvão quase sem atraso.
Aqui o frio já era outro e após apresentações rolou-se de novo, parando apenas na fronteira para abastecer e em Benavente para almoçar.
Tanto frio!!!! Agora vai bem é um cafézinho. A Filipa de manhã fez um café que levou numa termos para aquecer a caravana. A termos, cuidadosamente guardada numa das malas da moto do Hélio e Cátia, teve um encontro imediato com o chão quando a Cátia descobriu que não consegue fazer malabarismo com garrafas termos!!! Solução; tomar café na área de serviço, mas, com café a 2,5€ conseguimos esperar até à concentração.
A caravana arrancou novamente e chegou a Puente Duero às 16 horas.
Ao longo da viagem o frio foi uma constante mas as nuvens que cobriam a zona da concentração faziam prever ainda mais frio... e não é que as previsões estavam certas!!?



Hércules de saias e tochas humanas

Feitas as inscrições, debaixo de uma suave queda de neve, percorreu-se o espaço de acampamento, remodelado e muito bem organizado, até encontrar um sítio onde as três tendas, as motos, a fogueira e os restantes sócios do clube que haveriam de chegar coubessem.
Montadas as tendas, hasteadas as bandeiras do clube e de Portugal, recolhida a lenha (um agradecimento especial à Filipa e à Cátia que para grande espanto dos espanhóis pegaram em lenha que nem eles podiam) e, fogueira feita, o acampamento estava pronto.
Percorreu-se o espaço, fez-se uma visita à feira e ainda houve tempo para o Zé Ernesto visitar a enfermaria após ter pisado a mão com um tronco.
Preenchidas as inscrições foram entregues os impressos com MOTO CLUBE DO PORTO escrito em letras garrafais para os que os nuestros hermanos não tivessem dúvidas de que estavamos lá.



A bandeira do clube é um marco de Portugal.
De regresso às tendas alguns “Tugas” que foram até ao Pinguins como “freelancers” decidiram juntar-se ao grupo tornando o espaço ainda mais acolhedor.
A noite de sexta-feira passou-se à volta da fogueira em conversa sobre motos, acessórios, viagens, politica, com petiscos e vinho do porto a ajudar.
A lenha verde e exegeradamente grossa é que teimava em não arder, mas o Carlos, de Macedo de Cavaleiros, sacrificou um litro da sua gasolina para ajudar a queimar; e não é que resultou?
O dia de Sábado conduziu o grupo numa visita à bonita vila de Simancas, e a uma profunda análise às tendas da concentração.
Aguardava-se a chegada de mais sócios do MCP, mas como estes nunca chegaram a aparecer, o espaço disponível foi sendo preenchido por mais alguns novos amigos que viam a bandeira do clube como sinónimo de boa confraternização e acolhimento.
À noite o MCP esteve representado no emotivo desfle das tochas através do Cristiano, Filipa, Hélio e Cátia. As tochas é que estavam um pouco mal intencionadas e pouco faltou para transformarem a Filipa em tocha humana. Resultado, muitas gargalhadas e alguns danos materiais.
O resto da noite foi passada em Puente Duero, onde a população se confundia com os “Pinguineros” e o ambiente é impossivel de descrever.
No acampamento estava o Zé Ernesto que com uma determinação inamovível, lutava contra tudo para manter a fogueira acesa. Solução!!!! Mais gasolina!!!! Isto é que é arder.



Estradas cortadas em Portugal

A manhã de domingo acordou (com)gelada, e enquanto os homens desmontavam as tendas as meninas foram para a frente do palco com a certeza que a mota lhes ia sair na rifa. O regresso iria ser feito com quatro motos... A sorte ficou em Valladolid.
Malas prontas e o regresso foi feito pelo mesmo percurso que se previa fácil.
Nevão e estradas cortadas.
A viagem corria a bom ritmo mas a partir de Benavente a neve tornou o caminho mais lento e perigoso.
Já do lado de cá da fronteira o grupo deparou-se com estradas completamente cobertas de neve e segundo a Policia, Bombeiros e Assistência da Autoestrada impossiveis de transitar. O grupo, determinado, em chegar a casa decidiu seguir em frente e após ritmos alucinantes de 10 Km/h, sustos, quedas, deslizadelas, mais quedas, boas disposição, frio e muita preserverança, chegou a Fafe onde o caminho até casa ficou mais limpo e seguro.



Feitas as contas

O grupo era pequeno, mas suficiente, o frio era muito, mas suficiente, as dificuldades eram incontornáveis, mas suficientes, os Pinguins...para o ano estamos lá!!!



Já cá faltavam...

Terminamos com outro relato bem-disposto mas mais “hoteleiro”. Agora é com muito gosto que damos a vez ao grupo do Santos “Pai Natal”, Reis, Rocha, Gabriel, João, Rui Leite e Sérgio Pinto da Costa, o autor das linhas seguintes:



Caros amigos,



Estou farto de neve.
Já na Passagem de Ano, quando seguia de carro pela A7 a caminho de Chaves e onde já tinha a família à minha espera, apanhei um nevão que cheguei a pensar passar o ano no cimo do Alvão. O que vale é que tinha um leitão, vinho e espumante no carro. Era só espetar o espumante e o vinho na neve para refrescar e como o leitão já vinha cortado...
Mais um ano de Pinguins e de novo a repetição do ano passado... desta vez na volta, ou seja uma noite extra, desta vez em Mirandela.
Seguem algumas fotos da Concentração e da viagem de regresso, com a estação de serviço de Mirandela, na IP4, já com muita neve. Cerca de uns 30 quilómetros a oeste já a estrada estaria bloqueada. Estavamos todos juntos nessa área de serviço - o Rui Leite, Santos, Reis, Rocha, Gabriel, João e eu - e ouvíamos notícias muito contraditórias e pessimistas. A mais fiável sentenciava que a IP4 estava cortada um pouco mais à frente, informação dada por um elemento do Moto Clube do Vale do Sousa que estava em contacto com a GNR (penso que também ele pertence à GNR).
O Santos, o Rocha e o Reis decidem arrancar e, passado uns minutos, o Rui Leite foi atrás. Diziam que quanto mais tarde, com a noite, seria pior. Eu pensava que se era para ficar retido seria preferível penar na área de serviço e como tal, fiquei com o Gabriel e o João.
Mas após trocas de impressões e com novas informações de probabilidade de passagem, também arrancamos rumo a casa e cerca de 15 quilómetros à frente cruzamo-nos com o Santos, Rocha e o Reis que nos fizeram sinal de não ser possivel a passagem. Resignados, demos a volta e fomos ter com eles. O Rui Leite é que não estava e quando perguntei por ele, disseram que o encontraram e que este insistiu na passagem rumo ao Porto. Por telefone percebi que deve ter havido um mal entendido porque o Rui Leite pensou que o grupo do Santos ia tentar passar, quando na realidade voltou em direcção a Mirandela. O certo é que o Rui Leite seguiu até ficar bloqueado na subida para o Alto do Pópulo e daí nem para a frente nem para trás tal o gelo na estrada que não permitia voltar para Mirandela. Mais tarde conseguiu boleia até ao restaurante onde estavamos todos e a CBR 1100 XX ficou estacionada na IP4.
Mais tarde, no final do jantar, o Rui Leite ainda foi ao local onde estava a moto, numa alucinante viagem de carro de um primo do Santos, que tentou dar um lição de condução aos Finlandeses Voadores dos Mundiais de Rallys. Mas como era impossível resgatar a XX, esta dormiu toda a noite no IP4 sózinha e ao frio.
Apesar disso, na manhã de segunda-feira pegou à primeira. Após uns quilómetros decidimos seguir pela A24 e A7. Sentimos de novo muito frio, muito nevoeiro e gelo no meio da estrada. Sem percalços, após a área de serviço do Alvão o tempo começou a ficar limpo e sentimos o sol a aquecer o corpo.
O que vale é que com esta média, para o ano o nevão é na terça-feira seguinte ao regresso dos Pinguins (2009 foi na sexta, 2010 no domingo,...) mas após 16 anos de Pinguins, com viagens sempre pela IP4, à minima notícia de neve sigo pela A25.

Um grande abraço
Sérgio Pinto da Costa

Fotos tremidas, desfocadas mas cheias de espírito motociclista de seguida.


Depois da neve, AG, ferry e comboios

Aproveitamos para recordar que as inscrições para o Passeio a Macinhata do Vouga – PROestima para domingo, 24, já estão abertas.
E que nesta 6ª feira, 15 de janeiro, temos Assembleia Geral na sede do clube.
Aparece que é uma boa altura para debater questões.











Posted by Nestov